TOP online casino

Deleite os Macacos Episódio 2130

PRESIDÊNCIA: COX
Presidente

(A sessão tem início às 9H00)

MPphoto

Sturdy (PPE-DE). – (EN) Senhor Presidente, há cerca de três anos encabecei uma marcha de eurodeputados que desceu os Campos Elíseos, em Paris e por pouco não fui preso. O que realmente me preocupa é o facto de irmos alargar a União Europeia, apesar de continuarmos a não ter um mercado único entre os 15 Estados-Membros. Pedi à Comissão e ao Parlamento que exercessem pressão sobre os franceses para que levantem a interdição ilegal à importação de carne bovina britânica. No entanto, parece que não conseguimos nada. Ontem a Ministra britânica esteve em Paris e recusou-se a comer carne bovina britânica. Reconheço que foi uma coisa terrível. Não comeu em frente das câmaras, mas disseram-me que comeu em privado.

Exorto esta Assembleia e exorto-o a si, Senhor Presidente, a que envidem todos os esforços e tentem pressionar o Governo francês para que levante a sua interdição à importação de carne bovina britânica ou, pelo menos, a que pressionem a Comissão a tomar medidas contra o Governo francês, a fim de termos um mercado único antes de procedermos ao alargamento da União Europeia.

MPphoto

Nogueira Román (Verts/ALE). Deleite os Macacos Episódio 2130 (ES) Senhor Presidente, desejo chamar a atenção do Parlamento para um facto que ocorreu ontem, que, em minha opinião, constituiu uma falta de respeito para com o Parlamento Europeu. Eu encontrava-me no hemiciclo, aguardando que uma pergunta que formulara à Comissão fosse examinada, a pergunta nº 3. A pergunta não recebeu resposta, Deleite os Macacos Episódio 2130, por falta de tempo e, mais tarde, tomei conhecimento de que a senhora Loyola de Palacio, Comissária e Vice-presidente da Comissão, respondeu directamente perante as câmaras Jogo de trator televisão a uma das perguntas que deveria ter recebido uma resposta por escrito. Tratava-se da pergunta nº 90, que versava sobre um tema relacionado com o Estado espanhol, em resposta a uma pergunta de uma deputada socialista, estando a senhora Comissária acompanhada por um deputado do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus.

A declaração da senhora Comissária de Palacio dizia respeito a um assunto inexistente, dado responder a uma interpretação de uma deputada socialista, e considero que utilizar uma pergunta para dar a entender que a União Europeia respondera a uma pergunta importante e delicada é uma manipulação desta instituição.

A Comissária deu uma resposta a uma pergunta que, de todas as formas, deveria ter sido respondida pelo Conselho. Julgo que esta instituição não deve continuar a ser utilizada para defender posições que, como todas, são discutíveis. Independentemente do que ocorra em Espanha e do que ali se pense, esta instituição não deve ser objecto de manipulação.

MPphoto

Presidente. – Agradeço a sua observação. É a primeira vez que oiço falar sobre o assunto e por isso desconheço os pormenores. Vou escrever ao deputado Jogo de colorir Didi questão depois de investigar de que se trata.

MPphoto

Karamanou (PSE), Deleite os Macacos Episódio 2130. – (EL) Senhor Presidente, queria aproveitar o facto de V.Ex.ª estar hoje aqui presente para levantar uma questão que considero ser do Deleite os Macacos Episódio 2130 do Parlamento Europeu, uma vez que aprovou uma resolução sobre a mesma.

Como sabe, o concurso de beleza de Miss Mundo deverá ter lugar na Nigéria no dia 7 de Dezembro. Independentemente das objecções que alguém possa ter em relação aos concursos de beleza em si mesmos, considero intolerável a realização de um evento internacional tão deslumbrante num país que condena mulheres à morte por apedrejamento, como sucedeu recentemente com Αmina Lawal.

Penso que deveríamos protestar energicamente e incitar outros países a seguirem o exemplo da Bélgica, França, Espanha, Dinamarca, Suíça e outros, para que nenhum Estado-Membro da União Europeia esteja representado neste concurso de beleza vergonhoso num país que não respeita os direitos fundamentais da mulher.

MPphotoEvolução de célula para singularidade height="63">

Presidente. – Gostaria de pedir ao senhor deputado que me enviasse por escrito os pormenores do assunto para eu os analisar.(1)

(1)Comunicação de posições comuns do Conselho: ver acta. Composição do Parlamento: ver acta.
MPphoto

Presidente. – Seguem-se na ordem do dia as declarações do Conselho e da Comissão sobre os trabalhos preparatórios da reunião do Conselho Europeu de 24 e 25 de Outubro, em Bruxelas.

MPphoto

Haarder,Presidente do Conselho. – (DA) Senhor Presidente, foi-me solicitado que apresentasse uma declaração sob o título ”Trabalhos preparatórios do Conselho Europeu de Bruxelas, de 24 a 25 de Outubro 2002”.

A reunião em causa será determinante para a continuação dos trabalhos da Presidência dinamarquesa. Como é do vosso conhecimento, a ordem de trabalhos será dominada principalmente pelo importante tema do alargamento e, neste contexto, de igual modo pela questão de Kaliningrado, Deleite os Macacos Episódio 2130, que tem merecido um interesse especial por parte do Parlamento Europeu, Deleite os Macacos Episódio 2130. Os resultados da reunião revestir-se-ão de grande significado para o cumprimento dos objectivos comuns de conclusão das negociações relativas ao alargamento com um total de dez países. Portanto, é importante que o Conselho Europeu tome o máximo de decisões possíveis, de modo que fiquem poucas questões por resolver em Copenhaga. É verdade que o que ficar por resolver será, provavelmente, complicado.

Está previsto que o Presidente da Convenção oriente o Conselho Europeu acerca do trabalho desenvolvido pela Convenção na reunião do Conselho Europeu, estando igualmente previsto que o Presidente do Parlamento Europeu faça uma intervenção perante o Conselho Europeu. Permitam-me que comece por este último aspecto. A reunião com o Presidente do Parlamento Europeu tornou-se uma tradição regular, aspecto muito apreciado pelos Chefes de Estado e de Governo do Conselho Europeu.

Quando pensamos na ordem de trabalhos que temos à nossa frente, Deleite os Macacos Episódio 2130, será naturalmente muito interessante ouvir o ponto de vista do Presidente do Parlamento Europeu relativamente às questões que o Conselho Europeu irá discutir, nomeadamente o alargamento, incluindo a questão de Kaliningrado, à qual irei voltar mais adiante. É realmente muito conveniente que a discussão com o Presidente do Parlamento Europeu tenha lugar imediatamente antes das reuniões de trabalho relativas ao alargamento e à questão de Kaliningrado. Para além da contribuição do Presidente do Parlamento, esperamos, naturalmente, que a reunião também se revele útil para o Presidente do Parlamento e para o Parlamento, inclusivamente no que respeita à troca de informações e de ideias tendo em vista à continuação dos trabalhos.

Gostaria agora de tecer alguns comentários sobre o alargamento. É altamente desejável que sejam tomadas decisões em Bruxelas relativamente a um conjunto de temas importantes que se destinam a abrir caminho ao alargamento. É necessário decidir quais são os países candidatos que ainda este ano estarão preparados para concluir as negociações relativas à adesão. O ponto de partida serão os relatórios elaborados pela Comissão sobre os progressos realizados por cada país candidato e o documento de estratégia da Comissão relativo ao alargamento no seu conjunto, apresentado no dia 9 de Outubro pelo senhor Comissário Günther Verheugen, também presente aqui nesta sala. Com base numa ampla avaliação dos progressos alcançados por cada Deleite os Macacos Episódio 2130 candidato, a Comissão concluiu que 10 países vão poder cumprir todos os critérios no início de 2004 e, Deleite os Macacos Episódio 2130, nesta base, recomenda-se que as negociações relativas à adesão sejam concluídas, conforme previsto, Deleite os Macacos Episódio 2130, ainda este ano. O Conselho Europeu irá ainda discutir, durante a reunião de Copenhaga, quais são os países candidatos que se considera não poderem concluir as negociações ainda este ano (a Bulgária, a Roménia e a Turquia), com vista à preparação de resoluções relativas à continuação do processo de adesão destes países.

Está ainda prevista a tomada de decisões em Bruxelas sobre outros aspectos relativos ao alargamento e que se encontram pendentes, nomeadamente o pacote financeiro. Registou-se acordo relativamente às questões institucionais na reunião do Conselho “Assuntos Gerais” de ontem, e, como parte do pacote financeiro, o Conselho Europeu irá, entre outros, determinar o montante total destinado ao alargamento, à participação dos países candidatos na política agrícola comum, incluindo a quota-parte que lhes cabe em matéria de ajudas directas ao rendimento, e o apoio conjunto do Fundo de Coesão e dos Fundos Estruturais. O Conselho Europeu deverá ainda tomar uma resolução relativamente à questão relacionada com a posição líquida dos países candidatos face ao orçamento da UE, tendo sido alcançado acordo relativamente à base destes cálculos.

O debate que se verificou, até aqui, relativamente a estes temas demostrou que não vai ser fácil chegar a acordo. O Conselho Europeu de Sevilha concluiu que as posições da UE, Deleite os Macacos Episódio 2130, relativamente aos capítulos pendentes com maior peso no orçamento, deverão ser apresentados aos países candidatos no início de Novembro. Isto significa que o Conselho Europeu de Bruxelas deverá tomar uma decisão relativamente a estes temas, se quisermos cumprir o calendário de Sevilha. Significa ainda que a Presidência dinamarquesa vai insistir neste aspecto, pelo que a reunião terá de continuar até ser encontrada uma solução. Conforme referi, prevê-se que seja muito difícil. Este aspecto exige, de todos os intervenientes, uma vontade de alcançar um compromisso, todavia é necessário encontrar uma solução.

Será ainda necessário discutir a questão relativa a Kaliningrado e também neste ponto registaram-se progressos significativos na reunião de ontem no Luxemburgo, da qual acabo de regressar, juntamente com o senhor Comissário Verheugen. O caso foi discutido em Sevilha: foi solicitado à Comissão que estudasse a possibilidade de encontrar uma solução flexível para o problema relativo ao trânsito; uma solução que estivesse em conformidade com o acervo e que tivesse o acordo dos países candidatos implicados, Deleite os Macacos Episódio 2130. A Comissão apresentou a sua comunicação no dia 18 de Setembro. Já foi debatida duas vezes no Conselho e foi igualmente debatida Deleite os Macacos Episódio 2130 no Parlamento, a última vez na semana passada, Deleite os Macacos Episódio 2130, no dia 15 de Outubro. A Presidência realizou, em conjunto com a Comissão, um conjunto de debates com a Rússia, tendo consultado principalmente a Lituânia, que é o país candidato mais afectado.

Além dos princípios que estiveram na base do mandato de Sevilha, a UE salientou o direito soberano da Lituânia de controlar as suas fronteiras e, Deleite os Macacos Episódio 2130, eventualmente, de recusar a entrada no país. Foi ainda determinado que a solução não deverá impedir ou atrasar a plena adesão da Lituânia à Convenção de Schengen. O Conselho concordou em dar à Lituânia uma garantia nesse sentido e, finalmente, o Conselho concorda que a Deleite os Macacos Episódio 2130 deverá ser compensada pelas despesas adicionais que possam resultar de uma solução para o problema do trânsito.

Do lado da Rússia foi manifestado o desejo de obter o direito de transitar por caminho-de-ferro através da Lituânia sem necessidade de visto. Trata-se de uma solução que encerra muitos problemas de natureza técnica, económica, jurídica e política. No entanto, Deleite os Macacos Episódio 2130, a UE não rejeitou essa possibilidade e a Presidência continuará a trabalhar para encontrar uma solução que possa, tanto quanto possível, satisfazer todas as partes e que seja igualmente susceptível de ter o apoio do Conselho Europeu. As linhas de orientação que referi aqui foram seguidas durante a reunião do Conselho “Assuntos Gerais” ontem, no Luxemburgo. Chegou-se a acordo relativamente ao aspecto que referi: que a Lituânia deverá poder tornar-se membro de Schengen ao mesmo tempo que os restantes países candidatos, se a Lituânia assim quiser, e quer, de facto. Portanto, é essa a posição da União e parece-me que os 15 governos se prepararam o melhor possível para as discussões que irão ter lugar na reunião do Conselho Europeu de Bruxelas, assim como para as discussões subsequentes com a Rússia, a cargo da Presidência, e que irão culminar com a Cimeira UE-Rússia em Copenhaga, em Novembro.

Relativamente à Convenção, o Conselho Europeu irá, em conformidade com a Declaração de Laeken, ouvir, na reunião de Bruxelas, o relatório apresentado pelo Presidente da Convenção, senhor Valéry Giscard d’Estaing, relativamente aos progressos dos trabalhos da Convenção. Constitui uma ambição relevante da Presidência o prosseguimento do trabalho da Convenção. A Convenção fez um arranque positivo encontrando-se, presentemente, na importante fase da análise. O número de propostas aumenta, as pilhas de papéis crescem, e considero que nos foi possível testemunhar um debate muito empolgante sobre o futuro da Europa, tanto no seio da Convenção como em torno da mesma. Foi um prazer seguir o grande empenho dos membros da Convenção, não 123 Números - Contagem e Rastreamento os membros da Convenção que vêm do Parlamento, e que têm estado “armados até aos dentes” caracterizando fortemente o debate.

A Convenção permitiu a criação, pela primeira vez, e de uma forma totalmente aberta, de algo tão pouco usual como um verdadeiro debate através das fronteiras europeias. Não é um aspecto ao qual estejamos habituados. Em regra, os políticos europeus dirigem as suas contribuições relativas ao debate europeu para o público nos seus países e não para o público de outros países. Mas não é essa a situação relativamente a este debate relativo ao futuro da Europa, Deleite os Macacos Episódio 2130, o que se me afigura positivo, tendo Deleite os Macacos Episódio 2130 conta as ambições relativas à criação de uma cooperação mais democrática e popular solidamente ancorada.

Conforme deixei claro, a agenda da Cimeira de Bruxelas é extensa e ambiciosa. Espero, e é a minha convicção, que todos os países irão demonstrar a necessária vontade de chegar a um compromisso e contribuir para a Bolha Mania Halloween das decisões relevantes que acabo de referir, e não escondo, naturalmente, que as questões remanescentes são “ossos muito duros de roer”, estou, naturalmente, a referir-me às questões de ordem financeira.

Gostaria de repetir e de salientar que o Conselho Europeu aguarda, com interesse, a intervenção do Presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox, e uma troca de opiniões com ele. A relevância do Parlamento para o processo do alargamento é indesmentível. Falando quase a uma só voz, o Parlamento referiu, muito cedo, primeiro na Comissão dos Assuntos Externos, dos Direitos do Homem, da Segurança Comum e da Política de Defesa, e em seguida no plenário, o que era necessário fazer. Este aspecto contribuiu para o momento, para o impulso que faz com que, esperamos, o processo do alargamento não possa ser travado à última da hora. Gostaria, em nome da Presidência, de agradecer calorosamente ao Parlamento por este facto.

(Aplausos)

Roupas ao ar livre alt="">
MPphotoDeleite os Macacos Episódio 2130 height="63">

Prodi, Presidente da Comissão. – (IT) Senhor Presidente, Senhores Deputados, agora que a Irlanda votou a favor do Tratado de Nice, foram ultrapassados os últimos obstáculos políticos à ratificação do Tratado e está aberto o caminho para o alargamento. Regozijo-me com a escolha inteligente dos eleitores irlandeses, que deram provas de abertura e de sentido de responsabilidade.

Isto aplica-se à Irlanda e também a todos nós. É do interesse comum levar por diante sem esmorecimentos o processo de alargamento. Por esta razão, o próximo Conselho Europeu de Bruxelas assume uma importância fundamental. O debate centrar-se-á nas nossas propostas relativas aos dez países candidatos com os quais recomendamos que se concluam as negociações até ao final do ano. Serão igualmente discutidas a data de adesão da Bulgária e da Roménia, bem como a fase seguinte do processo de candidatura da Turquia. Entre outros assuntos, trataremos também da questão de Kaliningrado. Talvez tenhamos a possibilidade de passar em revista a situação internacional, centrando-nos sobretudo na melhor forma de conduzir a luta contra o terrorismo à luz dos trágicos acontecimentos verificados recentemente em Bali e nas Filipinas. Além disso, ouviremos o relatório do Presidente da Convenção Europeia e procederemos à habitual troca de pontos de vista com o Presidente do Parlamento Europeu.

O primeiro ponto da ordem do dia do Conselho será, portanto, o alargamento. Gostaria de reiterar os fortes motivos que nos levaram a recomendar aos Estados-Membros que concluíssem positivamente as negociações com dez países. Partilhar com os nossos vizinhos europeus Deleite os Macacos Episódio 2130 estabilidade e a prosperidade que conquistámos em meio século de integração é para nós um dever histórico e moral. A paz, a estabilidade, a democracia e o Estado de direito são os ingredientes essenciais para a estabilidade política. Já funcionaram de forma significativa no passado e irão funcionar também para os futuros Estados-Membros.

O alargamento levará a governança e os padrões europeus a todo o continente. Esperamos obter efeitos positivos em muitíssimos sectores: administrações públicas mais eficientes, sistemas judiciais mais sólidos, maior protecção das minorias, prevenção mais eficaz da criminalidade, sobretudo da criminalidade internacional, controlos mais rigorosos da imigração ilegal, uma fiscalização mais atenta dos produtos em circulação, sobretudo uma maior segurança alimentar, e, por último, Deleite os Macacos Episódio 2130, normas e controlos mais rigorosos para a defesa do ambiente.

Na cena internacional, o aumento da dimensão da União fará crescer o seu potencial político. As nossas políticas comerciais, financeiras e ambientais e de segurança terão maior peso. A Europa poderá defender melhor os direitos humanos e ajudar a reduzir o desequilíbrio entre o Norte e o Sul, Deleite os Macacos Episódio 2130. Se nos soubermos unir com lealdade e falar a uma só voz, poderemos ter influência em questões como as alterações climáticas e a gestão do impacto da globalização.

Além Deleite os Macacos Episódio 2130, o primeiro grupo de dez novos Estados-Membros acarretará enormes vantagens económicas para toda a União, tanto para os actuais como para os novos Estados-Membros. O aumento da população reforçará o mercado único: a população aumentará em 75-77 milhões de cidadãos, passando o total da União para 453 milhões. Para se compreender o sentido deste dado, basta pensar que a população total da zona NAFTA – que inclui os Estados Unidos, o México e o Canadá – é de cerca de 400 milhões.

Alguns argumentam que, se com a adesão dos dez países candidatos a população aumentará 20%, o PIB global da União crescerá apenas 4-5%. Este dado não é negativo. Estas estatísticas põem em relevo o facto de estarmos a realizar, ainda que a nível regional, um processo de globalização democrática. Não representam um dado negativo, pois significam um grande potencial de crescimento, dadas as características desses países. Não esqueçamos, de facto, que os dez candidatos já estão a crescer a um ritmo superior ao dos actuais quinze Estados-Membros. O seu crescimento anual em 2001 foi de 2,4% contra o nosso de 1,5%; em 2000 tinha-se registado um crescimento de 4,1% contra o nosso de 3,4%. Em especial, os dez países candidatos trarão para a União recursos humanos altamente qualificados. É certo que os países do alargamento representam mais 20% de população e só mais 5% de rendimento, mas possuem 25% dos diplomas universitários no domínio científico e de engenharia. Este é um recurso que irá apoiar vigorosamente o aumento do desenvolvimento.

Por todas estas características, se forem interpretadas com inteligência, esses países candidatos são, Deleite os Macacos Episódio 2130, pois, a nossa nova fronteira. A indústria europeia terá novos espaços de expansão e desenvolvimento porque haverá grande necessidade de novas tecnologias e porque os novos Estados-Membros oferecerão um mercado de escoamento para os nossos bens e serviços.

Senhores Deputados, Deleite os Macacos Episódio 2130, estas são as vantagens do alargamento. Agora chegou a altura de abordarmos os problemas ainda por resolver. Antes de analisá-los, porém, permitam-me uma consideração de ordem geral: devemos ter muito cuidado para não pôr em perigo o sucesso do alargamento com discussões de pormenor, como muitas vezes acontece quando se tomam decisões políticas. A unificação da Europa deve ser sempre prioritária relativamente aos limitados interesses nacionais e sectoriais. Devemos ter sempre presente o grande quadro de conjunto e nunca esquecer as potencialidades de que falei há pouco.

Nos últimos anos, os dez países alcançaram enormes progressos. Os relatórios periódicos que a Comissão apresentou recentemente reconheceram plenamente esse facto e eu gostaria de salientar que não se tratou Atirador de Bolhas Pop It análises indulgentes ou optimistas. A confiança que a Comissão depositou nos países do alargamento assenta em factos e análises sérias. Os progressos registados no passado constituem uma prova de que os dez países estarão prontos para a adesão no início de 2004, mesmo naqueles sectores em que se exige, evidentemente, que se termine o trabalho iniciado.

Mas ainda que a nossa confiança nos países candidatos seja total, a Comissão comprometeu-se a acompanhar os últimos preparativos e a evolução desses países mesmo após a adesão. Para o efeito, elaborámos cláusulas de salvaguarda para o mercado interno e para o sector da justiça e dos assuntos internos, que são os sectores que a nossa população mais receia e em relação aos quais alimenta maior desconfiança. Essas cláusulas de salvaguarda serão aplicadas se os compromissos assumidos não forem respeitados na prática: uma eventualidade remota mas sempre possível, que devemos ter em linha de conta.

Como é sabido, os pontos centrais em discussão entre os Chefes de Estado e de Governo referem-se às questões relacionadas com o financiamento, as últimas a serem tratadas mas não certamente de pequena importância. A questão que regista maior consenso é a das transferências líquidas. Existe um acordo unânime sobre dois princípios: em primeiro lugar, no momento da adesão, os dez países não deverão encontrar-se numa posição de contribuintes líquidos; em segundo lugar, todas as autorizações de despesa deverão manter-se dentro dos rigorosos limites estabelecidos em Berlim. Nós obedecemos a estes dois princípios, e por isso penso que não será difícil encontrar em Copenhaga um acordo sobre o montante exacto.

Também no que se refere aos Fundos Estruturais, parece aumentar o consenso sobre um montante anual de cerca de 25,5 mil milhões de euros para os anos 2004, 2005 e 2006. Francamente, não podemos oferecer menos aos nossos concidadãos. No âmbito deste compromisso financeiro, em 2006, os países da coesão – os países Jogo de Bolo Cubo – receberão fundos equivalentes a 231 euros per capita, enquanto os cidadãos dos novos Estados-Membros terão direito a 137 euros per capita. Não penso que possamos ter diferenças mais marcadas do que esta.

Em último lugar, o problema dos financiamentos agrícolas, de todos conhecido. Estou ciente de que alguns dos actuais Estados-Membros manifestaram reservas sobre a sustentabilidade orçamental destas propostas e solicitaram garantias adicionais. É legítimo colocar o problema da futura estrutura financeira da União; é mesmo nosso dever fazê-lo. A Comissão mantém a sua posição: todas as propostas que fizemos são compatíveis com as Perspectivas Financeiras estabelecidas em Berlim e de modo nenhum afectam as futuras decisões.

No que diz respeito ao conjunto da questões financeiras ainda pendentes, faço votos de que o Conselho Europeu verdade ousar perguntas mais difíceis Bruxelas confira à Presidência dinamarquesa e à Comissão o mandato de concluir as negociações com vista à decisão final de Copenhaga. É para isso que peço o vosso apoio.

No entanto – e esta é uma observação final – o maior esforço a fazer nesta última fase do processo de alargamento é no domínio da informação. Segundo o último Eurobarómetro, publicado há dois dias, metade dos cidadãos da União é a favor do alargamento, um terço declara-se contrário e os outros não têm opinião. Estes dados são bastante reconfortantes, por Deleite os Macacos Episódio 2130 lado, mas, por outro lado, também são preocupantes: 65% dos entrevistados pensam que o alargamento trará o aumento do tráfico de estupefacientes, do crime organizado internacional e do desemprego, que é precisamente o oposto daquilo que eu penso sinceramente, com base em estudos efectuadas, que irá acontecer no futuro.

Por que razão é o alargamento associado a esses receios? A resposta está no último dado do mesmo Eurobarómetro: apenas 21% da população julgam estar bem informados sobre o alargamento, enquanto 79% consideram que não receberam informação suficiente. Por conseguinte, é evidente que devemos fazer um esforço no sentido de facultar o acesso a uma informação objectiva, séria e profunda. O grupo das pessoas que declaram não estar bem informadas, como dizem as Deleite os Macacos Episódio 2130, não é necessariamente contrário ao alargamento, tendo sobretudo uma posição de indiferença. No entanto, essa perspectiva é, para mim, a mais perturbadora.

Temos de convencer os cidadãos de que o alargamento trará soluções e não problemas. Por essa razão, a Comissão lançou uma campanha de informação dirigida tanto aos actuais Estados-Membros como aos países candidatos. O sucesso do alargamento dependerá, por conseguinte, da nossa capacidade de informar correctamente a opinião pública. Não podemos defraudar as expectativas de milhões de europeus quanto a este ponto. Com efeito, o futuro da nossa União depende do entusiasmo, da força e da inteligência que pusermos nos últimos esforços necessários para concluir este processo.

(Aplausos)

MPphoto

Verheugen,Comissão. – (DE) Senhor Presidente, Senhor Presidente em exercício do Conselho, Senhoras e Senhores Deputados, o sinal que nos foi enviado ontem do Luxemburgo foi um sinal forte e positivo. O Conselho aceitou as recomendações da Comissão no sentido de deverem ser concluídas as negociações com dez países. O Conselho fê-lo em virtude de a Comissão ter sido capaz de expor de forma convincente que as recomendações não se baseavam numa lista de pretensões políticas. Não pretendíamos dizer que um cenário politicamente desejável era realista, Deleite os Macacos Episódio 2130, mas dizer o que consideramos de facto realista.

A declaração da Comissão no sentido de que estes dez países concluam os seus preparativos antes da data de adesão prevista não é uma estimativa aproximada, mas sim um prognóstico sólido, baseado no conhecimento, na experiência e na fase em que os preparativos actualmente se encontram, bem como algo que defendemos incondicionalmente. Considero importante salientar que a Comissão tomou esta decisão por unanimidade e que todos os meus colegas da Comissão, responsáveis pelo funcionamento das políticas, afirmaram inequivocamente que já não existem problemas nos seus domínios de responsabilidade que não possam ser rectificados até à data prevista de adesão.

Se considerarmos o que há ainda a fazer nos restantes 12 a 15 ou 18 meses, bem como o que já foi feito ao longo dos últimos cinco anos - já que só nessa altura estaremos perante o cenário completo - torna-se bastante claro que não estaremos a ser demasiado optimistas ao afirmar que a natureza dos preparativos será de molde a podermos dizer aos cidadãos dos nossos países que a preparação que fizemos do alargamento foi a melhor possível.

O Conselho aceitou igualmente as propostas da Comissão relativamente às cláusulas de supervisão e de salvaguarda. Trata-se de um aspecto extremamente importante. Não está aqui em causa qualquer tipo de desconfiança em relação aos novos membros. Precisamos aqui de um novo instrumento, uma vez que nos encontramos perante uma situação completamente nova. O mercado interno e a União Monetária foram entretanto evoluindo rapidamente e a sua realização está quase completa. Estamos a lidar com países que atravessam um processo de transformação. Nunca tínhamos estado numa situação em Deleite os Macacos Episódio 2130 nos propuséssemos integrar dez países de uma só vez, dos quais uma grande maioria ainda se encontra em pleno processo de transformação. Isto poderá suscitar problemas imprevisíveis. Por essa razão, a Comissão entende que é correcto e adequado criar uma cláusula de salvaguarda extremamente abrangente, que nos permita intervir nos casos em que se levantem problemas não previstos Deleite os Macacos Episódio 2130 não previsíveis.

Não há dúvida nenhuma que temos ainda perante nós um percurso difícil. No entanto, tal como ficou uma vez mais claro, ontem, o momento político é suficientemente forte para nos conduzir a Copenhaga e para fazer também de Copenhaga um êxito. Não há nenhum Estado-Membro que associe a ameaça de um veto às exigências e pretensões que estão ainda presentes neste processo. É importante que nos agarremos ao facto de que ontem os Quinze se comprometeram conjuntamente em perseguir o objectivo de concluir as negociações. Gostaria, assim, de colocar sucintamente duas expectativas à consideração do Conselho de Bruxelas. O mínimo que pedimos aos Chefes de Estado e de Governo é um Deleite os Macacos Episódio 2130 que nos permita, entre Bruxelas e Copenhaga, resolver de forma adequada os aspectos de Deleite os Macacos Episódio 2130 financeira e agrícola que ainda estão por resolver, em conjunto com os países candidatos a adesão. A Comissão não acha que seja possível chegar a qualquer compromisso apenas na fase de Copenhaga, uma vez que se o fizéssemos estaríamos a colocar os países candidatos a adesão contra a parede, e temos de levar os direitos democráticos dos nossos futuros Estados-Membros de forma séria. O processo de alargamento não pode ser forçado, devendo ser o resultado de um acordo mútuo e assente na confiança mútua.

A discussão sobre os problemas financeiros ligados ao alargamento já não se centra exclusivamente nos aspectos financeiros de 2004, 2005 e 2006; de facto, estamos já a lançar as bases para discussão sobre as próximas Perspectivas Financeiras para Deleite os Macacos Episódio 2130 período pós-2006. Temos não só de entender isto, mas também de dizer que não podemos permitir que o processo de alargamento seja tornado refém de posições que deveriam ser debatidas exclusivamente no contexto das novas Perspectivas Financeiras. Entendo ainda que teremos, como é óbvio, de prosseguir pela via que iniciámos em 1999, em Berlim, que visa impor ao orçamento europeu a obrigação de consolidação, ao invés de se permitir que pura e simplesmente rebente pelas costuras. Congratulo-me que a França e a Alemanha, em particular, estejam actualmente a envidar esforços especiais, incluindo contactos bilaterais, no sentido de se chegar a consenso relativamente a este aspecto fundamental. Não creio que a Alemanha e França detenham, nesta matéria, uma responsabilidade substancialmente diferente da responsabilidade partilhada pelos restantes países, mas é sem dúvida um facto que a Europa beneficiou sempre do entendimento destes dois países em relação a um fio comum de um projecto europeu importante, de grande dimensão e orientado em função do futuro. Congratular-me-ia de facto se a definição deste fio comum fosse possível até do início do Conselho de Bruxelas.

Creio que todos temos de assumir a nossa quota-parte de responsabilidade e fazer a parte do trabalho que nos toca. O trabalho da Comissão já está basicamente concluído, mas isso não significa que possamos cruzar agora os braços - ainda falta muito para me reformar. O que é importante agora é que todos entendam que o projecto de alargamento é um projecto eminentemente político. Ao longo das últimas três semanas, mantive contactos com uma série de parlamentos nacionais e posso afirmar com a devida precaução que alguns dos problemas com os quais me deparei têm algo a ver com o considerável défice de informação que aí existe. O que o Presidente Prodi referiu a respeito da informação é crucial. Partindo da minha experiência com o referendo irlandês, gostaria de tecer as seguintes considerações finais; na Irlanda, tornou-se bastante notório que seremos apenas capazes de ir para Deleite os Macacos Episódio 2130 frente com a nossa causa europeia e de reunir o consenso dos nossos concidadãos em torno da mesma, se nos batermos de facto por esta nossa Europa e pela nossa causa europeia; quando estivermos realmente dispostos a ir ter com as pessoas e a dizer-lhes, preto no branco, Deleite os Macacos Episódio 2130, por que razão é a boa escolha e por que razão é necessária. Nada disso funcionará se pensarmos que as coisas se farão por si mesmas, ou que os meios de comunicação social farão o trabalho por nós. Os responsáveis políticos de todas as Instituições europeias, Deleite os Macacos Episódio 2130, dos Governos dos Estados-Membros e dos Parlamentos, as elites ligadas à economia, à política e à cultura em todos os Estados-Membros têm de assumir agora o dever de dialogar Deleite os Macacos Episódio 2130 os cidadãos.

(Aplausos)

MPphoto

Poettering (PPE-DE). – (DE) Senhor Presidente, Senhor Presidente em exercício do Conselho, Senhor Presidente da Comissão, caros colegas, apoiamos incondicionalmente os objectivos políticos aqui traçados tanto pelo Conselho como pela Comissão, nas pessoas do senhor Presidente Romano Prodi e do senhor Comissário Verheugen, mas há que ressalvar também que a União Europeia se encontra numa situação extremamente crítica. Tudo aquilo que escutámos aponta no sentido de que as perspectivas para a cimeira que está actualmente a decorrer em Bruxelas não são muito animadoras.

Em nome do nosso grupo, gostaria uma vez mais de tornar bem claro que tivemos sempre em mente um calendário segundo o qual as negociações estariam concluídas em finais de 2002, com a assinatura dos Tratados em Março ou Abril e a formalização das adesões em 2004, de modo a que os países candidatos pudessem participar nas eleições europeias de 2004.

Ora, o Comissário Verheugen acabou de fazer referência à Alemanha e à França. Estou de acordo quanto à importância de estes dois países chegarem a um entendimento mas, à semelhança do meu grupo, julgo tratar-se de um erro político sério acrescentar agora novas condições à conclusão das negociações, em virtude da pretensão de um novo enquadramento financeiro para o período pós-2006 e talvez mesmo antes disso. O senhor deputado Böge, que é perito em questões orçamentais, confirmou-me, e gostaria de salientá-lo, que o artigo 25º do Acordo Interinstitucional prevê que a adaptação das Perspectivas Financeiras e, por conseguinte, a disponibilização dos meios necessários entre 2004 e 2006, podem ser decididos apenas por proposta da Comissão e por meio de obtenção de maioria qualificada no Conselho, bem como de maioria absoluta dos membros e de três quintos dos votos no Parlamento Europeu.

É relativamente a este aspecto que o Parlamento tem também Deleite os Macacos Episódio 2130 papel a desempenhar. Espero sinceramente que possa agora chegar-se a um resultado positivo em Bruxelas, tal como o Presidente do Conselho, senhor Haarder, e o senhor Comissário Verheugen referiram. Com efeito, se não formos bem sucedidos em Bruxelas, as negociações arrastar-se-ão. Em nome do meu grupo, devo dizer que consideramos irresponsável adiar as negociações desta maneira, caso isso implique não concluir as negociações no final do corrente ano. É por isso que o surgimento destas novas condições, nesta altura, constitui um erro político grave. Houve oportunidade de debatê-las muito antes. Seria trágico que os países candidatos à adesão acabassem por ficar prejudicados pelo facto de não ter sido possível reunir o consenso necessário no âmbito da União Europeia.

Concordo inteiramente com o senhor Comissário Verheugen, quando diz que os países candidatos já cumpriram as suas obrigações ao longo dos últimos anos. Todavia, é por causa de alguns dos nossos Estados-Membros que a União Europeia se revelou incapaz de fazer aquilo que tinha de ser feito. Se nos revelássemos incapazes de chegar agora a acordo em Bruxelas, estaríamos a trair a confiança em nós depositada pelos países candidatos à adesão. Exorto todas as partes envolvidas a reunirem os seus esforços em Bruxelas e a facilitar a tarefa da Presidência dinamarquesa do Conselho, possibilitando a conclusão das negociações até Copenhaga.

Mencionou-se aqui a informação da população, e posso sublinhar com toda a convicção que tanto o Presidente da Comissão, senhor Romano Prodi, como o senhor Comissário Verheugen tiveram uma palavra a dizer a esse respeito. Senhor Comissário, o Parlamento precisa de saber também o que está realmente a ser feito com os fundos que a Comissão atribuiu à campanha de informação, com vista a prestar uma melhor informação à nossa população - que obviamente nos acompanha ao longo deste percurso - relativamente ao uso dado a estes fundos.

O Presidente do Conselho, senhor Haarder, Deleite os Macacos Episódio 2130 também que Kaliningrado será também um tema de discussão em Bruxelas. Para nós é importante a necessidade de assegurar a resolução dos problemas que a Rússia enfrenta com o trânsito - e não há dúvida que a Rússia é aqui o maior interessado - para que a Lituânia não fique com a impressão que as decisões na União Europeia são tomadas à sua margem. Muito pelo contrário, a Lituânia deverá ser reassegurada no modo como encara a sua soberania, e seja o que for que venhamos a decidir estará, como é óbvio, sujeito à sua aprovação. Há que cumprir ainda os critérios de Schengen. É nesta base, e também em relação à segurança, Deleite os Macacos Episódio 2130, que recomendamos obviamente muita flexibilidade na resolução dos assuntos relacionados com a Rússia.

No entanto, a questão vai para além do acesso à região de Kaliningrado, uma vez que por detrás dela está evidentemente a Grande Rússia. Existem outros problemas relacionados com fronteiras. Considerem, por exemplo, o reduzido volume de tráfego transfronteiriço entre a Polónia e a Ucrânia ou entre a Eslováquia, a Hungria e a Ucrânia. Convido este Parlamento a ter em mente a necessidade de, por um lado, garantir obviamente a segurança e, por outro, Deleite os Macacos Episódio 2130, de lançar mão de soluções flexíveis para possibilitar também o encontro das pessoas que estão de ambos os lados da fronteira.

Terão a oportunidade de escutar em Bruxelas um relatório de Valéry Giscard D’Estaing, o Presidente da Convenção. O nosso grupo, bem como o nosso partido - o Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus - está bem ciente do calendário que está em causa, tal como reiterámos agora no nosso congresso. Queremos que a Convenção dê resultados em finais de Junho de 2003, que se siga depois uma breve Conferência Intergovernamental, de modo a que, sob os auspícios da Presidência italiana, possamos chegar a um Tratado de Roma ou a uma Constituição de Roma, Deleite os Macacos Episódio 2130, um tratado de base para a União Europeia, até ao final de 2003. Por conseguinte, o nosso apelo a todas as partes envolvidas é que sejamos ambiciosos, de modo a que possamos cumprir este calendário, concretizar o projecto histórico não só do alargamento, mas também de uma Constituição europeia dentro do período de tempo que temos à nossa disposição.

É Deleite os Macacos Episódio 2130 o nosso dever comum em prol do futuro do nosso continente europeu.

(Aplausos)

MPphoto

Barón Crespo (PSE). - (ES) Senhor Presidente, Senhor Presidente em exercício do Conselho, Senhor Presidente da Comissão, Senhor Comissário, Senhoras e Senhores Deputados, abordamos o debate sobre a próxima Cimeira de Bruxelas com algum optimismo.

O Presidente em exercício do Conselho, o Primeiro-Ministro dinamarquês, senhor Rasmusen, quando teve a delicadeza de nos convidar para a Conferência dos Presidentes em Copenhaga, falou-nos das três fases da Presidência dinamarquesa. Sabíamos que havia que ultrapassar o referendo irlandês e as eleições em vários Estados-Membros (Suécia, França e Alemanha); inicia-se agora a segunda fase.

É necessário dissipar em Bruxelas algumas incógnitas e alcançar acordos para, como afirmou o senhor Comissário Verheugen, sermos capazes de preparar atempadamente a Cimeira de Copenhaga. Isto é muito importante.

Em primeiro lugar, passo a abordar a questão que considero mais decisiva: sermos capazes, Deleite os Macacos Episódio 2130, não só de falar de negociações e de dinheiro, o que é sempre importante, como também de conferir um impulso político Órbita negra uma visão a todo este processo. Antes do casamento, a convenção antenupcial pode ser importante, Deleite os Macacos Episódio 2130. Em Hollywood, algumas estrelas de cinema assinam convenções antenupciais com mais de 100 páginas. É também importante saber em que casa o casal irá viver, e é esta a função da Convenção. Todavia, o nosso principal problema na União, Deleite os Macacos Episódio 2130, não nos países candidatos, é conseguir suscitar um entusiasmo político e uma visão histórica. Esta é uma responsabilidade da Comissão, Deleite os Macacos Episódio 2130, do Conselho e é também responsabilidade nossa, do Parlamento.

Julgo que este é o factor mais decisivo, e diria até que este é o ponto mais débil de momento. Falou-se do orçamento, que é a síntese das políticas comunitárias. De acordo com a minha experiência pessoal, no processo de integração do meu país - também de Portugal - na União Europeia, os temas orçamentais foram da máxima importância e definiram o quadro actual, a Cimeira de Bruxelas de 1988, a reforça MacSharry e a Cimeira de Edimburgo. Penso que devemos partir de que é positiva a existência de perspectivas financeiras - eu fui o relator do Parlamento quando foram propostas as primeiras perspectivas financeiras - mas estas não devem ser limitativas. Devem interpretar-se em função de um princípio político essencial: que o orçamento é aprovado anualmente.

O meu grupo é de opinião que não podemos esperar até 2006, porque existem questões importantes que precisam de ser resolvidas. A primeira, como referiu o Presidente Romano Prodi, Deleite os Macacos Episódio 2130, é o facto de os países candidatos não serem contribuintes líquidos. Este é um aspecto absolutamente fundamental, não só de apresentação, mas de manifestação de solidariedade. Em segundo lugar, importa falar de 80% do orçamento. A Comissão apresentou uma proposta, que o meu grupo considera interessante e que deveríamos debater, que não incide sobre a mudança do limiar na política agrícola comum, mas sobre conceder a Vale das Cores política uma possibilidade de futuro e, em particular, sobre introduzir critérios de desenvolvimento sustentável e de solidariedade, de que esta política carece. Cabe-nos, pois, a responsabilidade de fazer frente a estes problemas no momento actual, sem esperar por 2006.

O mesmo acontece com os Fundos Estruturais, que são uma manifestação da coesão económica e social, não coesão total, mas um instrumento importante para a modernização desses países, como o foi para outros, como a Irlanda - país de origem do Presidente - a Espanha - o meu país - Portugal, etc.

Devemos fazer o esforço de pensar como podemos alcançar melhores acordos que nos permitam defender os nossos interesses e, simultaneamente, alargá-los aos países candidatos. Não podemos adiar este tema até 2006. Devemos arrostá-lo agora, e é importante que na Cimeira de Bruxelas se alcancem acordos entre a França e a Alemanha, naturalmente - não é positivo que um país se isole do resto da Comunidade - mas também entre os actuais parceiros. Este é também um sinal muito importante.

Por último, Senhor Presidente, neste caso devemos falar com os países candidatos, conscientes de que estamos às vésperas de uma decisão que implica um destino partilhado no futuro. E devemos também fazer um esforço conjunto no Parlamento para poder respeitar um calendário complexo que é uma corrida de obstáculos Deleite os Macacos Episódio 2130 devemos vencer com uma vontade política comum.

(Aplausos)

MPphoto

Watson (ELDR). – (EN) Senhor Presidente, se o Tratado tivesse sido rejeitado pelos seus compatriotas, o Conselho desta semana teria sido perturbado por recriminações e confusão. Devido, e não pouco, aos seus esforços, o voto da Irlanda no “Sim” voltou a pôr-nos na via da reunificação da Europa em 2004.

As decisões que ainda falta tomar não vão ser fáceis. Como o nosso estimado ex-colega, o senhor Presidente em exercício, afirmou, decisões que envolvem dinheiro raramente são fáceis. Mas os Chefes de Estado ou de Governo não se devem permitir perder esta oportunidade histórica entrando em conflito sobre a maneira de pagar a factura.

O meu grupo está convencido de que é possível financiar o alargamento nos termos das disposições financeiras acordadas em Berlim. Deve ser possível deslocar algumas verbas de umas rubricas para outras, dentro dos limites globais. O pacote final tem de garantir que os novos Estados-Membros não serão contribuintes líquidos antes de 2007. Se assim não for, estaremos a alimentar ressentimentos e corremos o risco de haver mais referendos nos países candidatos de cujo resultado ficaremos suspensos até ao último instante.

O principal pomo de discórdia é, inevitavelmente, a política agrícola comum. Muito embora o Grupo Liberal não considere que a reforma da PAC é condição prévia para o alargamento, é evidente que a reforma significativa das nossas políticas agrícolas é essencial para o êxito do alargamento e também por outras razões.

Ouvi dizer que o Presidente Chirac está à espera que o Reino Unido traga de novo à cena a questão da sua redução orçamental, ao mesmo tempo que se recusa a contemplar a possibilidade de proceder à reforma das suas políticas agrícolas antes de 2006. Apoiamos as propostas da Comissão relativas à introdução progressiva de apoio ao rendimento destinado aos agricultores dos novos Estados-Membros, mas esperamos também que todos os actuais Estados-Membros se empenhem numa reforma de longo alcance da PAC, conforme proposto na avaliação intercalar.

A segunda grande área de preocupação tem a ver com o grau de prontidão dos Estados candidatos para viverem em conformidade com as disciplinas do mercado único e respeitarem os valores da União Europeia. Partilhamos da preocupação expressa no relatório de progresso da Comissão acerca da corrupção em vários desses países e da necessidade de avançar na implementação da legislação da União Europeia, em especial no domínio da justiça e dos assuntos internos. É por isso que se justifica que haja um sistema de acompanhamento reforçado que assegure o cumprimento dos compromissos por parte dos diferentes países.

O senhor Presidente da Comissão pediu entusiasmo e inteligência. A abordagem do senhor Comissário Verheugen foi uma demonstração de inteligência, mas não se perdia nada se o Conselho manifestasse um nadinha mais de entusiasmo pelo alargamento e pela nova Europa que ele anuncia.

(Aplausos)

MPphoto

Sjöstedt (GUE/NGL). – (SV) Senhor Presidente, os países candidatos estão a trabalhar esforçadamente há muitos anos para se adaptarem à União Europeia. É lícito esperarem que a UE faça, também, o trabalho que lhe cabe evitando que surja agora qualquer obstáculo susceptível de impedir os dez países identificados pela Comissão de aderirem Deleite os Macacos Episódio 2130 União Europeia conforme planeado. Deleite os Macacos Episódio 2130 uma ironia do destino surgirem na UE divergências que acabassem por atrasar o alargamento.

O nosso grupo não concorda com a opinião de que o Tratado de Nice era uma condição absolutamente necessária para o alargamento. Teria sido possível o alargamento avançar com base apenas no Tratado anterior. O Tratado de Nice tem a ver, principalmente, com o reforço da supranacionalidade e com o aumento do poder dos países grandes que pertencem ao sistema da UE. Além disso, o Tratado de Nice levanta o problema da distribuição de poderes pelos novos países membros. A República Checa e a Hungria são efectivamente objecto de discriminação em termos do número de lugares que lhes são atribuídos no Parlamento Europeu. Na nossa opinião, devia corrigir-se esse aspecto no Tratado de Adesão.

Devemos reconhecer que as negociações têm corrido bem do ponto de vista da UE. Os países candidatos têm desenvolvido grandes esforços no sentido de assumirem o acervo comunitário. O que é importante, agora, é assegurarmos que a incorporação do acervo passe da teoria à prática, e não só no que se refere ao mercado interno, mas também no que se refere ao ambiente e aos direitos sociais dos trabalhadores. A questão que se põe é a de saber se a UE não deverá também adaptar-se à adesão de dez novos membros. Penso que se devia ter feito mais. Foi a nossa própria incapacidade para reformarmos a política agrícola que levou a uma situação que implica que os novos Estados-Membros recebam um tratamento consideravelmente pior do que os Estados-Membros actuais durante bastante tempo. Deleite os Macacos Episódio 2130 é inaceitável. Há que reduzir ao mínimo toda a discriminação e mantê-la durante o mínimo tempo possível.

Há outras áreas, também, em que devemos rever as nossas políticas de modo a adaptarem-se ao alargamento. O Acordo de Schengen é uma delas: os controlos fronteiriços rigorosos que impõe correm o risco de se tornar um grave obstáculo à cooperação para os novos Estados-Membros e para os países que não fazem parte do próximo processo de alargamento.

Quanto à região de Kaliningrado, queremos uma solução susceptível de permitir que os cidadãos russos possam deslocar-se entre as várias partes do seu país sem necessitarem de um visto.

Relativamente à questão do mercado de trabalho, consideramos que todas as pessoas devem ser tratadas da mesma maneira. É imprescindível que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados em todos os países desde o primeiro dia, de modo a evitar situações em que o dumping social seja possível e em que os trabalhadores dos países candidatos sejam objecto de discriminação no mercado de trabalho. Por conseguinte, lamentamos que a Comissão tenha efectivamente posto em causa este princípio ao intentar uma acção na Finlândia que põe em causa a posição segundo a qual os acordos finlandeses se aplicam à Finlândia desde o primeiro dia.

O que é importante, agora, é evitar que o alargamento possa fazer surgir na União Europeia uma “equipa A” e uma “equipa B”. Isto implica, também, que sejamos capazes de introduzir mudanças na União. Como é natural, os países candidatos também têm uma possibilidade de escolha. Podem votar “sim” ou votar “não”. Se votarem “não”, a alternativa é uma cooperação estreita com a União Europeia.

MPphoto

Schroedter (Verts/ALE). – (DE) Senhor Presidente, um processo histórico, a oportunidade de termos paz e estabilidade no nosso continente – as palavras não poderiam ser mais impressionantes. Faço votos para que um pouco deste espírito histórico e de sentido de oportunidade se faça sentir na Cimeira de Bruxelas, para evitar que esta se transforme numa feira de regateio, como tememos que venha a acontecer. Tem de haver vontade de resolver os problemas em vez de se continuar a adiá-los. Face ao impressionante desempenho dos países candidatos, o Conselho não poderá senão confirmar que os dez candidatos estão preparados para integrar a União.

Contudo, a falta de solidariedade dos Estados-Membros e a relutância em avançar com reformas está a tornar a convivência numa União alargada cada vez mais problemática. Eis que assim discutimos – como se da coisa mais natural do mundo se tratasse – sobre a forma como os países candidatos irão financiar, de futuro, o mecanismo de correcção a favor do Reino Unido, pese embora eles próprios não possam beneficiar de um semelhante mecanismo. Este é um caso inédito na história da União Europeia, Deleite os Macacos Episódio 2130. Anteriormente, todos os contribuintes líquidos beneficiavam de uma correcção no primeiro ano. Os quinze Estados-Membros da União acolheram com benevolência a proposta da Comissão e da Presidência no sentido de se concederem por mais um ano fundos estruturais a esses países. E porque será? Porque sabem que, devido à falta de capacidade de absorção, o dinheiro acabará por regressar aos cofres da União dos Quinze. Este não é o tipo de solidariedade de que a União necessita. O Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia rejeita claramente a prossecução deste alargamento impulsionado pela banca.

Gostaria de dizer uma palavra sobre a política agrícola. A relutância em avançar com reformas nesta área é tanta que até brada aos céus, e os cidadãos da União Europeia já não estão dispostos a tolerá-la. A reforma não é apenas necessária devido ao alargamento, mas já de si deveria ter sido realizada há muito tempo, pelo que é absurdo continuarmos a adiá-la. O pagamento incondicional de ajudas directas tão avultadas deixou simplesmente de fazer sentido e já não será viável numa União alargada. É chegado o momento de darmos início à reforma agrícola e de desenvolvermos, em conjunto, uma estrutura justa para os vinte e cinco Estados-Membros que integrarão a União Europeia em 2007. Não podemos permitir que a manutenção dos privilégios se torne uma nova condição para o alargamento.

Gostaria ainda de dizer uma palavra sobre o sim irlandês. Os irlandeses votaram a favor do Tratado de Nice, tendo assim eliminado o maior obstáculo ao alargamento. No entanto, a reforma das Instituições da União Europeia continua ainda pendente. O Tratado de Nice não contribuiu, verdadeiramente, para o avanço da 1001 Noites Árabes 5 Sinbad, o Marinheiro. Primeiro, é necessário criar democracia e melhorar o processo de decisão, e isso está nas mãos da Convenção. Por isso, defendo que o projecto de Tratado da Convenção deva ser imprescindivelmente aprovado em 2003. A funcionalidade não constitui uma condição prévia para a União alargada, mas será contudo necessária, Deleite os Macacos Episódio 2130. O Presidente Prodi referiu a falta de apoio por parte da opinião pública. E porque será? É que na União Europeia existe simplesmente falta de transparência e de democracia, e isso tem de mudar!

(Aplausos)

MPphoto

Collins (UEN). – (EN) Senhor Presidente, desejo felicidades à Presidência dinamarquesa no período que antecede imediatamente a Cimeira da UE que se realiza esta semana em Bruxelas. Como principal assunto da agenda de trabalhos, o alargamento tem constituído verdadeiramente o cerne da campanha para o referendo sobre o Tratado de Nice no meu país.

A outra questão – Kaliningrado – também está directamente ligada ao alargamento. Saúdo as medidas propostas pela Comissão para facilitar o trânsito directo de mercadorias e pessoas entre Kaliningrado e o resto da Rússia.

Todos nós temos beneficiado do debate aprofundado e por vezes intenso travado nestes últimos dias no meu país. A decisão tomada pelo povo da Irlanda sublinha o seu forte empenhamento na integração europeia e no alargamento da União Europeia. Congratulo-me com o facto de a decisão irlandesa abrir caminho à conclusão das negociações de adesão para os primeiros novos Estados-Membros.

Apoio o que afirmou o senhor deputado Poettering. Não devem ser introduzidas quaisquer novas condições nem limitações nesta fase das negociações de adesão. Seria como que a receita para uma catástrofe.

A lição que todos podemos retirar do recente debate travado durante a campanha para o referendo na Irlanda não deve ser retirada de ânimo leve. Apoio veementemente as palavras do senhor Presidente Prodi e do senhor Comissário Verheugen acerca da necessidade de manter as pessoas informadas. O eleitorado irlandês manifesta claramente que não vai deixar que os dirigentes políticos e os governos dos Estados-Membros ou Bruxelas o tratem com paternalismo e considerem que tudo o que fizer é, naturalmente, sua obrigação.

É assustador ouvir o senhor Presidente Prodi dizer que quase 80% dos inquiridos numa sondagem recente não faziam a menor ideia do que se estava a passar. O senhor Presidente em exercício Haarder afirmou anteriormente que está a decorrer um debate muito estimulante no âmbito da Convenção. Talvez seja estimulante para quem está por dentro dos assuntos, mas cá fora, como o senhor Presidente muito bem sabe, Deleite os Macacos Episódio 2130, essas questões quase nunca aparecem referidas nos jornais. Não se esqueçam que, num futuro próximo, quando fizermos um referendo sobre esta matéria, as questões sobre que nos vão pedir que tomemos decisões serão muito mais complexas e importantes do que as que estão relacionadas com o Tratado de Nice. E recentemente tivemos muita dificuldade em chegar Jogo de tiro de futebol americano uma decisão sobre o referido Tratado.

MPphoto

Bonde (EDD). – (DA) Senhor Presidente, todas as perguntas têm uma resposta. A Irlanda ganhou um “sim” maciço a favor de mais empregos, da neutralidade e do alargamento, mas o Tratado de Nice não prevê nem mais empregos nem neutralidade e, independentemente de os irlandeses responderem “sim” ou “não”, o alargamento iria, de qualquer modo, concretizar-se, através da Declaração 20, transferindo os votos dos países candidatos no Conselho e os lugares no Parlamento para os acordos de adesão, Deleite os Macacos Episódio 2130. Irei votar a favor desta medida, aqui neste hemiciclo, mas os historiadores vindouros terão de saber que um povo foi prejudicado. A Irlanda é o país mais favorável à UE que pode haver. Os irlandeses votaram “não” e, em vez de dar a outros povos a possibilidade de Deleite os Macacos Episódio 2130 a sua opinião, os irlandeses foram coagidos a votar “sim”, através de afirmação artificial de que se não votassem “sim” o alargamento seria travado.

Até aqui apenas me referi em termos positivos à Presidência dinamarquesa do Conselho. Lamento ter de dizer hoje, aqui, que o Presidente do Conselho dinamarquês contribuiu para enganar os eleitores irlandeses. Será que o senhor Rasmussen teria travado o alargamento se tivesse havido um “não” irlandês? Provavelmente teria tirado uma outra proposta da cartola e teria garantido o alargamento, mesmo sem o Tratado de Nice. O aspecto mais positivo que se pode referir, em relação ao Tratado de Nice, é que apenas deverá durar um ano ou dois. Depois será votada uma nova base, que está a ser elaborada pela Convenção. O Tratado de Nice é a maior “confusão” que já se viu. Publiquei uma versão consolidada mas não posso, de modo algum, recomendar o livro.

O Tratado de Nice não é adequado para garantir o apoio da população nos países candidatos. O Tratado de Nice elimina o direito dos países de escolherem o seu próprio Comissário, a favor de um governo da UE eleito por maioria. Proponho que eliminem este obstáculo e declarem que a Comissão deverá continuar a ter um representante de cada Estado-Membro. Os eleitores irlandeses não se manifestaram, de modo algum, a favor da perda do seu Comissário. O teor do Tratado de Nice praticamente não foi discutido, desta vez, e muito convenientemente evitou-se que os irlandeses tomassem conhecimento da primeira proposta de Constituição elaborada pelo senhor Giscard d’Estaing. A proposta foi apresentada numa reunião fechada, na quinta-feira passada. As cópias estavam numeradas e foram novamente recolhidas no fim. O senhor Giscard d’Estaing tem uma cura para os referendos: Se um país votar “não”, a próxima vez fica de fora. Votem “sim” ou desapareçam. Os países que permitem ao seu povo votar “não” deixam de contar. O Estado da UE vem primeiro que os eleitores. Na democracia do senhor Giscard d’Estaing os eleitores podem optar por votar “sim” ou “sim, obrigado”. Não obrigado, Senhor Presidente.

MPphoto

Presidente. – Não irei abusar dos privilégios da presidência permitindo-me fazer o comentário que me apetecia, Senhor Deputado Bonde.

MPphoto

Gollnisch (NI). - (FR) Senhor Presidente, Senhor Presidente em exercício do Conselho, Senhor Presidente da Comissão, caros colegas, o Conselho está prestes a tornar definitiva a lista do dez países candidatos que, segundo a Comissão, estão aptos a entrar na União Europeia a partir de 1 de Janeiro de 2004. Mas há um problema: nem os senhores nem eles estão prontos.

A própria Comissão confessa que apenas dois países dos 10 possuem uma economia capaz de resistir à concorrência e estruturas administrativas e jurídicas capazes de fazerem aplicar ou respeitar o direito comunitário, Deleite os Macacos Episódio 2130. Calcula que os outros só estarão prontos dentro de treze Vestir princesa árabe. É um pouco curto como análise e como prazo.

A União Europeia também não está pronta para acolher aqueles países, e não me refiro aqui às perigosas especulações institucionais da Convenção. Refiro-me à falta total de reflexão de fundo. Uma vez que existe um tabu quase religioso relativamente ao sacrossanto acervo comunitário, ninguém ainda se perguntou se uma Europa a 25 devia fazer as mesmas coisas que a Europa a 6, 9, 12 ou 15. Deleite os Macacos Episódio 2130 repente, preparam-se para fazer desses países membros de segunda classe. E também ninguém se interrogou sobre os custos financeiros ou outros em termos de desemprego, de desestruturação económica e social. Vejam o balanço da reunificação alemã após doze anos: a fractura social e económica continua a existir apesar das transferências do Ocidente para o Leste estimadas em mais de 850 mil milhões de euros durante esse período.

Por fim, a Cimeira de Bruxelas vai também interrogar-se sobre a abertura com a Turquia de negociações de adesão. A Turquia é um belo país, uma ponte entre a Europa e a Ásia, mas não é um país europeu, nem geográfica nem linguística nem culturalmente falando. Então porquê fazer-lhe crer tal coisa? Será devido à chantagem de Ancara sobre o futuro de Chipre, ou será devido à incrível arrogância de Washington que se indignou com o facto de o seu aliado Turco não figurar na lista dos Estados admitidos à adesão pela Comissão? Não temos de suportar aqui as consequências da política do Próximo Oriente do Governo americano.

Em duas palavras, essa Europa que sacrifica os interesses das nações a oligarquias com interesses tão diferentes dos nossos, não Deleite os Macacos Episódio 2130 queremos nem para o nosso país, nem para os nossos irmãos do Leste. Estes acabam de sair do pesadelo comunista. Não foi com certeza para alienar a sua liberdade em benefício de um novo império.

Deleite os Macacos Episódio 2130 width="16" height="16" alt="">
MPphoto

Quatro em uma linha profissional (PPE-DE). - (FR) Senhor Presidente, a ratificação pelo povo irlandês, no passado domingo, do Tratado de Nice constitui uma excelente notícia, pois permitirá à União preparar-se para o alargamento histórico aos países da Europa Central e Oriental, assim como a Chipre e Malta.

A Presidência dinamarquesa da União acaba de afirmar que, se necessário, prolongaria a cimeira que deverá realizar-se em Bruxelas a 24 e 25 de Outubro próximos para terminar uma ordem do dia particularmente sobrecarregada, como recordou o Presidente Prodi há pouco.

O senhor Comissário Verheugen lamentou, na passada segunda-feira, que a França não se mostre mais flexível sobre a possibilidade de reduzir as ajudas directas aos agricultores, antes de decidir o volume da ajuda a prever Tesouro de Cutlass Reef os agricultores dos futuros novos membros, e considerou que a explosão das despesas agrícolas transformava a PAC num alvo lógico para fazer poupanças. Permitir-me-ia dizer respeitosamente ao senhor Comissário que esse parecer me parece muito pouco equilibrado.

O Presidente Jacques Chirac apelou ontem à procura de uma solução aceitável por todos para o financiamento do alargamento da União Europeia, em conclusão de uma reunião de trabalho com o Presidente em exercício do Conselho, senhor Rasmussen. Segundo a França, essa solução deve passar pela análise e a limitação de todas as despesas previstas no orçamento da União. Só através de um repensar e de um justo equilíbrio dos esforços financeiros de todos os Estados-Membros conseguiremos chegar a uma solução aceitável, por todos, para concretizar o alargamento nas melhores condições.

Tenho a certeza de que a França está com boa vontade e cumprirá a sua parte dos esforços exigidos para que se encontre o mais rapidamente possível uma solução justa. Mas não pode estar em causa sacrificar este ou aquele sector da nossa população, neste caso os agricultores e o mundo rural. O esforço financeiro legitimamente esperado tem imperativamente de ser distribuído de forma justa entre todos os Estados-Membros da União Europeia.

MPphoto

Lage (PSE). - Senhor Presidente, Senhores Deputados, Deleite os Macacos Episódio 2130, Senhor Presidente do Conselho e Senhor Presidente da Comissão, em 1957, face ao imenso bloco soviético, a Europa dos fundadores era, segundo a expressão de Paul Valéry le petit cap au bout de l'Asie. Menos de cinquenta anos depois a União Europeia tornou-se na terceira potência mundial em população, rivaliza com os Estados Unidos quanto ao produto interno bruto e é a primeira potência comercial do mundo. A União Europeia é o único caso na História de uma potência que cresce pela adesão voluntária dos seus vizinhos. Este exemplo extraordinário que a Europa dá Deleite os Macacos Episódio 2130 que ser retido quando se faz o alargamento a mais dez países.

No entanto, não basta crescer no corpo, é também necessário crescer no espírito, crescer no espírito europeu, esse espírito europeu que o filósofo alemão Karl Jaspers caracterizava como sendo "o sentido da História, da Ciência e da Liberdade". Acrescentemos-lhe a solidariedade. É preciso desenvolver o espírito europeu e impedir que na próxima cimeira de Bruxelas esse espírito europeu seja desacreditado por negociações e egoísmos nacionais ridículos, por disputas sobre quem deve pagar mais ou quem paga menos. Isto não significa que a oferta financeira a fazer aos países da adesão não seja algo de muito importante e significativo. E não significa que o financiamento futuro da União deva ter um carácter redistributivo. Uma União que tem tantas desigualdades no seu território tem que se preocupar com isso.

Mas não podemos fazer confusões. O senhor Presidente Jacques Chirac não tem razão. A PAC é uma política injusta, desequilibrada e ruinosa sob o ponto de vista ecológico. Não pode ser comparada com a política de coesão, essa, sim, uma política justa e uma política de reforço da unidade interna da Europa. Comparar as duas políticas é um erro grave.

Finalmente, Senhor Presidente, temos de considerar o caso da Turquia: a Melhores cassinos online na Bolívia em 2022 elementar lealdade impõe à União Europeia que estabeleça um calendário de negociações com a Turquia. Não valem os argumentos linguísticos, culturais ou religiosos para afastar a Turquia da Comunidade Europeia, quando este país espera há tantos anos consegui-lo e tem feito esforços nesse sentido. Trata-se de lealdade e de honestidade da União Europeia perante os seus interlocutores.

MPphoto

Suominen (PPE-DE). – (FI) Senhor Presidente, Senhores Comissários, Deleite os Macacos Episódio 2130, Senhor Presidente em exercício do Conselho, quero apenas abordar os problemas que o povo de Kaliningrado vai ter de enfrentar em Deleite os Macacos Episódio 2130 dos acordos em matéria de trânsito, e as soluções propostas para os resolver. A autorização de trânsito, Deleite os Macacos Episódio 2130, ou passaporte de Kaliningrado, tal como proposto pela Comissão, é, na minha opinião, uma boa solução para ambas as partes. Poderia tornar a deslocação dos russos de Kaliningrado até ao seu país natal mais fácil do que é actualmente com os vistos normais, mas salvaguardaria também a soberania da Lituânia. Foi também sugerida a criação de um corredor ferroviário, mas esta ideia não se coaduna com a realidade actual. É caso para perguntar quantos dos actuais Estados-Membros aceitariam que o seu país fosse percorrido por um comboio a alta velocidade, vindo de outro país que não pertence à União Europeia e transportando passageiros que não poderiam ser controlados. Será que a Bélgica, a Espanha, a Itália ou a França aceitariam uma situação destas?

É positivo o facto de o Conselho ter tomado desde ontem uma posição sobre as disposições em matéria de trânsito para a população de Kaliningrado. Ao examinar o modo como essa posição foi formada, constatei que quanto maior o afastamento de um Estado-Membro em relação a Kaliningrado, mais irrealistas são as propostas que apresenta para solucionar este problema. Isto é, muito sinceramente, uma irresponsabilidade e equivale a dizer que se arranjem sozinhos. Lamentavelmente, a sugestão da Rússia relativa à isenção de visto para as deslocações entre aquele país e a UE também teve o apoio de alguns Estados-Membros, Deleite os Macacos Episódio 2130. É triste descobrir que as pessoas são incapazes de ver os inconvenientes ou os perigos que tal solução acarretaria na prática. Se queremos afrouxar radicalmente a política de vistos, não seria melhor começar pela Turquia, que pelo menos tem o estatuto de país candidato? Mas a isenção de vistos para viajar não Jogos de BMX o tema de hoje. Por isso, é uma precipitação haver apenas um país isolado da UE, Deleite os Macacos Episódio 2130, por exemplo, que propõe tal coisa e tenho muito medo de que a discussão da questão só por si possa prejudicar a atitude favorável que os cidadãos dos países candidatos a membros da União têm em relação à UE.

No entanto, dou o meu apoio incondicional à política relativa à Rússia que apoia o desenvolvimento a longo prazo desse país e oferece a possibilidade de um dia vir a ser introduzida a isenção de visto. A propósito, gostaria de sugerir que talvez valesse a pena perguntar aos Russos por que razão, depois de renunciarem a Lenine em Leninegrado e a Estaline em Estalinegrado, continuam a conspurcar uma importante área da cultura europeia com o nome de Mikhail Kalinin. Königsberg de Immanuel Kant deveria ter outra vez essa honra.

Para finalizar, gostaria de levantar a questão do Eurobarómetro. A Comissão tem toda a razão quando diz que devemos partilhar essa informação, mas 70% dos nossos cidadãos esperam ouvir a verdade e obter informação dos seus próprios Órbita negra. Por que é que eles não fazem nada? Isto não é de todo um discurso da oposição, pois sou membro do partido no Governo na Finlândia.

MPphoto

Andreasen (ELDR).– (DA) Senhor Presidente, agradeço os esclarecimentos prestados pelo Conselho e pela Comissão e gostaria igualmente de felicitar e agradecer ao povo irlandês por ter conseguido tirar, no passado sábado, uma grande pedra do caminho do alargamento. Regozijo-me pelo facto de tanto o Presidente da Comissão, Romano Prodi, como o Comissário Verheugen terem concluído as suas intervenções inspiradoras com informações extraídas dos mais recentes estudos do Eurobarómetro. Apenas um em cada cinco Europeus sentem que estão bem ou bastante bem informados. Não é, convenhamos, uma informação agradável. Mas também não é surpreendente, na medida em que temos consciência deste problema há muitos anos. Já referi este aspecto em ocasiões anteriores, Deleite os Macacos Episódio 2130, aqui neste hemiciclo, e volto a repetir: é necessário melhorar a política de informação e de comunicação da UE. Conforme referiu o senhor deputado Poettering, temos de encontrar os meios necessários para o efeito. A informação é fundamental para o entendimento e, consequentemente, para o apoio das bases e da consolidação de que a UE necessita.

As negociações relativas ao alargamento ultrapassaram agora o ponto de “no return” e não poderão ser impostas novas condições. Impõe-se uma reforma radical da política agrícola, mas importa arrumar primeiro toda esta questão. Congratulo-me com os resultados da reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros no Luxemburgo, há dias, e considero particularmente positivo o facto de se ter chegado a acordo no sentido de que nenhum dos novos países candidatos poderá, em circunstância alguma, tornar-se contribuinte líquido no início da sua adesão à UE. Qualquer outra situação não seria razoável. Estou confiante que o Conselho, sob a Presidência dinamarquesa, irá conseguir realizar esta grande e histórica tarefa em Copenhaga, Deleite os Macacos Episódio 2130, em Dezembro.

MPphoto

Souladakis (PSE). – (EL) Senhor Presidente, tenho a certeza de que nos próximos dois dias em Bruxelas será dado o penúltimo passo antes de Copenhaga nesta política excepcional da União Europeia, a política de alargamento a dez novos membros.

Esse passo deve ser dado de forma decisiva e realista que ultrapasse quaisquer concepções mesquinhas, e os próximos passos deverão ser determinados por este, e não o contrário. Como o tempo é muito curto, vou fazer apenas duas ou três observações.

Em primeiro lugar, Kaliningrado. É óbvio que este problema tem de ser resolvido, não através de uma solução complicada mas sim através de uma solução harmoniosa, racional e funcional que respeite povos e Estados.

Em segundo lugar, a amplamente discutida questão do orçamento, Deleite os Macacos Episódio 2130. Não devemos ser mesquinhos e avaros, nem devemos esquecer que os países que estão prestes a aderir à União Europeia possuem mão-de-obra em abundância mas, infelizmente, os seus recursos são limitados. No entanto, é a abundância da mão-de-obra que determina o desenvolvimento e é isso que nós queremos ver.

Em terceiro lugar, em ligação com outras questões que podem ter perspectivas ou exigir decisões, a União Europeia dos 15 ou dos 25, ou de quantos membros vier a ter, deve continuar a ser um espaço de coesão social, de desenvolvimento e de democracia. Logo, é evidente que todas as soluções para as questões orçamentais deverão ser definidas com base nestas prioridades, Deleite os Macacos Episódio 2130. Por outras palavras, deverão ter em conta a necessidade de a União Europeia preservar os valores que já conquistámos e que devemos continuar a seguir, deverão ter em conta as prioridades dos povos e não percepções políticas mesquinhas que, em última análise, são efémeras e por vezes têm a ver com vários tipos de antagonismos que não levam a lado nenhum.

Posto isto, estou convicto de que os dois novos passos em frente serão dados nos próximos dois dias e que, à medida que prosseguimos esta caminhada, nós que somos o coração da União Europeia, o Parlamento Europeu, devemos criar o necessário espírito e clima político que infelizmente tende a faltar, transformando um debate sobre a superação CodyCross Underwater World Group 32 Puzzle 4 Respostas num debate Deleite os Macacos Episódio 2130 e avaro.

MPphoto

Maij-Weggen (PPE-DE).- (NL) O próximo alargamento é um dos acontecimentos políticos mais relevantes desde os primórdios da construção das Comunidades Europeias. Este alargamento irá sanar uma fractura entre a Europa Ocidental e a Europa Central. Essa fractura ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e foi posteriormente reforçada com uma cortina de ferro e um muro, depois da Guerra. A cicatrização dessa fractura constitui o corolário dos esforços desenvolvidos pela actual União Europeia e pelos países candidatos. A partir de 1989, estes países adaptaram os seus sistemas democráticos, as suas economias e as suas legislações, o que lhes exigiu esforços intensos. Por esse motivo, a adesão de dez novos países, proposta pela Comissão Europeia, merece o meu caloroso apoio.

Na Câmara dos Comuns dos Países Baixos Deleite os Macacos Episódio 2130 hoje lugar um debate crucial sobre o alargamento. O Governo neerlandês apoia o alargamento, não obstante a oposição de dois parceiros da coligação, os Liberais e o Grupo de Fortuyn. Lamento profundamente esse facto, mas, ainda assim, haverá hoje uma maioria democrática na nossa Câmara dos Comuns favorável à adesão desses países. Significa isso que Deleite os Macacos Episódio 2130 Países Baixos não irão necessariamente obstruir os trabalhos. Talvez tenhamos de agradecê-lo aos nossos amigos Sociais-Democratas. No entanto, se alguns critérios ainda não tiverem sido preenchidos, pedir-se-á aos países candidatos que envidem um último esforço e, se necessário, introduzam medidas de salvaguarda em domínios como a segurança alimentar, o mercado interno, a justiça e os assuntos internos. Aliás, alegra-me que o Presidente Romano Prodi tenha dito que essas mediadas serão realmente introduzidas se tal se revelar realmente necessário.

Seria também muito melhor se fosse possível concluir um acordo financeiro, a fim de que houvesse maior clareza no que diz respeito aos custos financeiros do alargamento, porquanto essa é uma questão que preocupa particularmente os nossos cidadãos. Seria também preferível que fossem celebrados acordos mais sólidos no plano agrícola. Isso não deveria ser uma condição prévia, mas concordo com os colegas que afirmam que tais acordos são urgentemente necessários.

Tenho ainda um pedido a dirigir ao Senhor Ministro Haarder. Não poderia Vossa Excelência ter uma discussão franca e aberta com os nossos colegas Liberais nos Países Baixos - que são seus companheiros de partido – no sentido de garantir que este tema venha não complicar o processo neste momento, e para que ele não seja também indevidamente utilizado nas eleições neerlandesas? Os Países Baixos sempre foram um país pró-europeu. Os grupos políticos que procuram tornar os neerlandeses eurocépticos incorrem numa pesada responsabilidade. O alargamento conta com o apoio dos Democratas-Cristãos neste Parlamento e dos Democratas-Cristãos nos Países Baixos.